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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
 Vigors, 1824
Subfamília: Accipitrininae
 Vigors, 1824
Espécie: R. magnirostris

Nome Científico

Rupornis magnirostris
(Gmelin, 1788)

Nome em Inglês

Roadside Hawk


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Gavião-carijó

O gavião-carijó (Rupornis magnirostris ou Buteo magnirostris) é uma ave de rapina Accipitriforme da família Accipitridae.
Encontrado em diferentes ambientes, ocorrendo do México à Argentina e em todo o Brasil. É a espécie predominante no Brasil, sendo o terror dos galinheiros. Também é conhecido pelos nomes de anajé, gavião-indaié, gavião-pinhel, gavião-pinto, gavião-pega-pinto, inajé, gavião-pinhé, indaié, pega-pinto e papa-pinto.
Como toda ave de rapina, tem um papel indispensável no equilíbrio da fauna, como regulador da seleção. Evita uma superpopulação de roedores e aves pequenas (como ratos e pombos nos centros urbanos), além de eliminar indivíduos defeituosos e doentes.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) rhupos = sujeira, sujo; e ornis = pássaro; e do (latim) magnus = grande; e rostris = bico. ⇒ Gavião sujo com bico grande ou falcão de bico grande.

Características

Mede de 31 a 41 centímetros de comprimento, e o peso do macho varia entre 206-290 gramas e da fêmea 257-350 gramas, sendo os machos 20% menores que as fêmeas.
Há grande diferença entre os adultos e os imaturos, sendo que os últimos podem ser confundidos com vários outros gaviões, pois apresentam a coloração marrom-carijó. Já os adultos apresentam a ponta do bico negra com a base amarelada; a cabeça e a parte superior das asas são amarronzadas, mas tornam-se cinza à medida que a ave amadurece. O peito é ferruginoso e apresenta largas estrias verticais. O ventre e as pernas são brancos, com primoroso barrado ferrugíneo. A base da cauda é branca, mas vai se tornando barrada em direção à extremidade. Existem duas listras negras bem visíveis na extremidade da cauda. Quando em voo, suas asas são largas e de comprimento médio. A coloração básica da parte inferior das asas é o bege estriado com finas listras escuras.
Bico recurvado escuro com cere amarela. A íris é clara. Os tarsos e pés são amarelos e apresentam garras escuras.

Subespécies

Possui doze subespécies reconhecidas:

(IOC World Bird List 2018).

Fotos das subespécies de Rupornis magnirostris
(ssp. magnirostris) (ssp. occiduus) (ssp. saturatus)
(ssp. nattereri) (ssp. magniplumis) (ssp. pucherani)

Alimentação

Sua ampla distribuição geográfica também se reflete nos seus hábitos alimentares generalistas, pois consome desde insetos, como cupins Coptotermes testaceus (Barbosa et al., 2022), até aves, ratos e lagartos. Existe um registro desta ave predando um sapo-cururu Rhinella diptycha, onde não ouve envenenamento pela bufotoxina deste anfíbio (Pommer-Barbosa et al., 2022). Procura os abrigos diurnos de morcegos para atacá-los enquanto dormem. Ataca ninhos de outras aves e por isso é ferozmente perseguido por suiriris, bem-te-vis e tesourinhas.

Reprodução

O gavião-carijó vive em casais que constroem um ninho de gravetos revestido por folhas com cerca de meio metro de diâmetro, geralmente no topo de uma árvore grande. As fêmeas apresentam os dois ovários desenvolvidos, em vez de apenas o esquerdo como as outras aves. A postura de em média 2 ovos é depositada sobre um revestimento de folhas secas e incubada pela fêmea. Durante este período de cerca de um mês, a fêmea é alimentada pelo macho. Os ovos são geralmente manchados, de cor muito variável, até dentro de uma mesma postura. Quando está reproduzindo pode tornar-se agressivo, atacando até mesmo seres humanos que se aproximem de seu ninho.

Hábitos

Costuma voar em casais, fazendo movimentos circulares enquanto os dois vocalizam em dueto. Possui o hábito de utilizar o mesmo poleiro de caça por longo tempo (dias e até semanas). Adapta-se a regiões urbanizadas.

Predadores

Distribuição Geográfica

Ocorre do México à Argentina e em todo o Brasil. É a espécie mais comum de nosso país, ocorrendo em todos os estados, habitando os mais variados ambientes: campos, bordas de mata, áreas urbanas, etc., sendo mais raro em áreas densamente florestadas.
Nas últimas décadas este gavião passou a se tornar mais comum nos centros urbanos, adaptando-se com sucesso a este ambiente, pois nas cidades a oferta de presas é maior e os seus predadores naturais (outras aves de rapina maiores) são escassos.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos